Da nossa vida diária

O que se faz quando o nosso filho é vitima da nossa própria loucura por ecrãs, de um tempo em que as redes sociais dispersam muito a atenção e da minha necessidade de estar muitas horas fora? 

Respira-se fundo, conta-se até 10, mantém-se a mesma percepção que esta loucura generalizada pelas notas tem consequências futuras muito adversas na vida deles e que notas na pauta não significam felicidade futura, deita-se a cabeça na almofada e aguarda-se inspiração e ideias para resolver o problema. Até lá entra-se em modo ditaturial. É pouco democrático, eu sei, mas muitíssimo pedagógico, ao contrário do que ditam todas as teorias modernas. Temos pena, mas nesta casa quem manda sou eu, a mãe sou eu, têm que me aguentar. Sou má, mas quero-os prestaveis, educados e instruídos. E não preciso de teorias que me digam como se faz. Tenho a minha própria sensibiidade, a minha experiência e a minha percepção. Demasiada conversação às vezes dá maus resultados futuros. É a vida…

Fé, esperança e demasiada caridade para certas coisas…

Por estes dias ando a dar em doida, não aguento mais ouvir o piruka aos gritos em todos os cantos da casa. 

Depois a M80 faz-me regressar aos pirukas da minha vida 

Posto isto, talvez não esteja tudo perdido para o futuro dos meus filhos. Se eu sobrevivi a isto, eles também hão-de sobreviver ao mau gosto instalado.