Já foram o meu grupo favorito…talvez os únicos que alguma vez tenham carregado essa distinção, há muitos anos, quando ainda tinha tudo nos olhos e a “vitologia” era uma forma de vida. Pouco a pouco foram perdendo o estatuto pois que tudo na vida vai sendo substituído. Este ano vou finalmente ter o previlégio dos ver ao vivo, já que a vida fez questão de não nos juntar antes. Diferentes estão eles e a sua música, e até a minha forma de ouvir, mas a mutação é a eterna forma de sobrevivência e adaptação dos seres que percorrem e povoam a terra ( a real e a dos sonhos…)



Homem de Nada
Uma vez dividido… Nada restou para subtrair
Algumas palavras quando ditas… Não podem ser retiradas
Caminha sozinho… Com pensamentos que não pode evitar
O futuro está aí… Mas no passado ele está lento e afundando
Capturado num raio, num relâmpago… Amaldiçoou o dia que ele deixou passar

Homem de nada
Não é alguma coisa?
Homem de nada

Certa vez ela acreditou… Em todas as histórias que ele tinha pra contar
Um dia ela endureceu… Escolheu o outro lado
Olhares vazios… Em cada canto de uma cela de prisão compartilhada
Alguém acaba de escapar… Alguém deixou o poço
E aquele que esquece… Estará destinado a lembrar… oh …oh …oh…

Homem de nada
Não é alguma coisa?
Homem de nada

Oh, ela não o quer
Oh, ela não o alimentará… Depois dele ter voado…
Oh, para o sol… Ah, para o sol… Queime… Queime

Homem de nada
Não é alguma coisa?
Homem de nada

Homem de nada
Não poderia ter sido alguma coisa
Homem de nada

Oh …ohh …ohh…