Estrela da manhã

Em algum momento será hora de sair da minha caixa onde andei protegida daquilo que me ensombra as memórias.
Talvez seja eu a minha maior assombração.
 A caminhar devagar percorro caminhos desconhecidos em busca das minhas próprias roupas.
 Vestida de mim, das cores próprias que a luz do sol da manhã reflete em mim.
 Renego a noite, a luz pardacenta da lua.
 Quero a cor de um sol quente brilhante.
Quero mais do que um reflexo.
Quero todo o meu ser uno em torno do que sou, da minha própria estrela que não se quer polar mas  uma Vénus como a primeira estrela da noite e a última da manhã.