A originalidade do que é nosso

Todos temos um refúgio. Todos procuramos um espaço onde nos sentir seguros…deixar ocupar espaços que são nosso é vender a alma ao diabo e pagar o preço da indiscrição…
Todos temos lugares intocáveis, que ao serem tocados são conspurcados e apodrecidos por mão impuras que não compreendem a importância do ouro interno de cada um…


Se cada ser é único, serão únicas as ideias? os gestos? ou seremos programados a pensar na nossa própria unicidade como fonte de buscas incessantes, de repostas que não existem simplesmente porque as perguntas partem de princípios já infectados por pensamentos alheios?


Seremos realmente originais ou nada mais do que produtos de intrincadas contas de cabeça, programações e conjuntos de coisas já mais que vistas e revistas e combinadas de formas diferentes?