Viagens inter-especias

Entre Vénus e Marte, aí fica a Terra. Comprimida entre o amor e a guerra, tenta mostrar as suas cores de azul, céu e mar, verde de vida e esperança…comprimida entre o amor e a guerra.
E doutro mundo são aqueles que não pretendem viver nesse circuito que constantemente retoma os passos, os caminhos, as mesmas paisagens. Repetem-se instantemente, quando as palavras e situações estão gastas, vazias.   Loucos os que pretendem sair, viajar por outros espaços outros compassos.Procurando-se em órbita noutros planetas, abandonam o amor e a guerra que – nem um, nem outro – não levam a outro lado senão ao sofrimento.
Prefiro a palidez, quietude ( solidão se quiserem) de uma lua companheira de bons e maus momentos.
Procurem-me entre os anéis de Saturno, na imensidão de Júpiter, mas desistam de Venús ou Marte, comprimidos, cumpridores de péssimas viagens em torno de um sol que queima em demasia ou pinta de cores guerreiras ( é vermelho? é o que dizem…) quando misturado com demasiados gases tóxicos.
Detesto silêncios em órbita…apanhei o rasto de uma estrela cadente…