A cair…
rasgas a roupa ao cair, partes as cristalinas partes que te compõe…
compões um Frankenstein e segues em frente
morta, zombie, retalhada em pedaços de morte ainda em carne viva
confusões, ilusões, empurrões
e eu…
sempre eu, a cair
partida em mil pedaços de um cristal 
solidão, retalhos de um todo que nunca foi nada, caídos, partidos em mil pedaços que a luz desfragmenta (ou desfragmentam a luz ), 
não sobra nada a não ser cor – ondas em frequências descoordenadas -, cor de mar, cor de mágoa e as ondas que me afogam em gritos de solidão
sem medo, sem dor, sem nada
gritos no escuro
onde outros sentam no trono que foi meu
o lugar vazio
em queda,
gritos na solidão
confusos destinos os que entram em solitários desconhecidos…
não subas! a escada não é tua
não me toques, o abraço não é teu
profetas de morte, mensageiros do inferno
no Hades, ardem os mistérios de outras eras
longe…longe…gritos na solidão!!