O palco do tempo

Foi neste espaço que encontrei esta música maravilhosa que não conhecia

O palco do tempo. Desfilam com as suas roupas – plumas já gastas, misturadas com maquilhagens mortiças, consumidas pelas horas passadas à luz – tentando em vão captar a atenção de um público, que em júbilo, nada assiste ao que se passa.
O público entra no palco e ensaia a sua própria peça, sem roupa: que a roupa insiste em marcas que não existem, que não definem, que não têm valor.
Cá em baixo assistem ao trocar dos papéis, impotentes, perdidas nas suas falas ensaiadas, insistindo em prender na mão um tempo que se esgotou noutras falas.
 É delas a liberdade de se livrarem das personagens que não incorporam, vestindo outras roupas, outras falas, outros papéis. O público já não é  público, são elas, jogando o tempo fora -que assim se prende a elas- tornando-se seu, e em dois se formam um: tempo e mente, em mente de viver o tempo.

É o palco do tempo
Sem tempo a mais
São voltas ás voltas
Por querer sempre mais

É um verso atrás
Um degrau que não viu
São curvas as rectas
Num final não vazio

É o palco do tempo
Sobre o tempo a mais
São voltas à espera
Que não vivendo mais

6 comentários em “O palco do tempo

  1. Olá meus amigos, obrigada pela vossa presença aqui acompanhando o desabrochar deste livro baseado nas pautas da vida que se vive num palco onde se espera se vive e se observa.

    Beijos encantados e pos de perlimpimpim

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