O amor é cego

Não há espelhos que resistam a um amor.
Não há local indicado, hora marcada – receita da avó, com quantidades certas disto e daquilo – não há nada. Há defeitos, há marcas, há chatices, marotices, no fim, se não se esquece o que não importa, saberemos então se é o tal amor, e só assim.
São os defeitos, as coisas que correm mal, as dificuldades, as partidas e chegadas imprevistas da vida, que nos indicam se é ou não amor. Quando tudo corre bem, quando não há sacrifícios, não há provas, não há mostras.
Embeiçados ou enfeitiçados, é nas dificuldades que se mede a resistência do amor.

( O meu abraço para outro lado do amor- o voluntariado – e para aqueles que dão a vida pelos outros, sem pedir nada em troca )