Num olhar infinito

Gostava de dizer-te olá.
Saber de ti, do teu dia. Saber o que te preocupa, o que mais te custou e o que mais te divertiu.
Gostava de saber o que achas do mais ínfimo pormenor de qualquer coisa que não seja coisa nenhuma e ainda assim posso apenas imaginar qual será a tua opinião.



E como conta para mim a tua opinião. Se sobesses a sede que tenho por um pensamento teu apenas, um que fosse, que mo dissesses sem eu ter que me esforçar para te adivinhar por trás do teu silêncio. Tantas e tantas vezes que te procurei por trás do teu olhar que para mim será sempre azul porque é assim que os vejo. A minha cor de olhos favorita é a tua. Por isso enquanto não puder perder-me nos teus olhos, serás para mim o olhar onde mais repousei em sossego. Porque apesar do Comboio passar e eu ter ficado, foram aqueles os olhos que me sossegaram tal como tudo em ti, quando e só quando me tocas e o infinito tem sentido para mim…

Quero persistentemente voltar a poder dar-te, a mão e tudo o resto que por tontice te neguei…

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