Baixar as armas

Fomos uns lutadores, não fomos? Olho- te nos olhos, sem os ver. Vejo para lá do que os olhos disseram…e demorei tanto tempo para conseguir ver. Talvez demais. Talvez o suficiente, o necessário para te ler já sem necessitar olhar. Para saber. Compreender. Julgamos demais. Queremos demais . Esquecemos que a arma apontada, afiada, raramente trará perdão. O perdão vem da palavra. Da expressão. Baixa a tua. Eu baixo a minha. Façamos agora o caminho lado a lado. O planeado. O desejado. Adoro ler-te as entrelinhas entre os movimentos da respiração. És o desejado.O ar que te entra, que te alimenta é também o meu
 E luto, muito, agora para te  ver sorrir, para me ver sorrir. Porque mereces, finalmente, o tratamento adequado para o descanso do guerreiro. A tua é a minha luta para as armas repousem enfim…