Palavras que não combinam

Amor e medo, palavras que não combinam…mas se o amor não nos impulsiona para a frente o que faço eu com o medo que me engole as entranhas e devora em doce mastigar lentificado a voz que se perpetua por entre os códigos mágicos que transcrevem, hoje, as linhas da minha paixão… (?) confundem-me as palavras que se fundem na minha imaginação onde o medo se transforma em gente, gente que sente, que se descontrola por sentir.

Parada sonho-te, amada sonho-me e o medo conforta-me a solidez da quietude. Penso-te em sentimento. Quieta

As confusões invadem-me o espirito e as dúvidas pousam , como se aves fossem, nos ramos que o medo criou no meu agir. Fico, filosofando sobre as questões de um porquê e paro, quando a felicidade começa a atingir o meu ponto de ação.

Saberá o amor a medo?

Amor e medo, palavras que não combinam…

Sou uma árvore imóvel, à espera que o amor venha fazer o ninho nos ramos que o medo criou…