Hunger games

Era personagem num qualquer jogo de consola. Personagem.
A realidade sobressai-se mas a música mantém-te surda. Sugando as resteas de um sonho embalas-te como se fosses um teu filho: a esperança de renascer. Mas é um jogo.

Carregas imagens, jogando pela própria vida.
Abandonas a consola. É impossivel ganhar contra a máquina.
Explode o futuro á tua frente. O mundo não chega, procuras a vida para lá da vida acreditando que que lá dentro há mais vida do que  só um simples jogo poderá alguma vez representar.
É de paz, mas não és de pazes.

Voltar para atrás é coisa de jogos. Seguir em frente é para quem quer. Parar é para quem pode.
Negar evidências é o jogo dos que não querem mudar. Mudar de jogo.
Mudar de regras, mudar de voz. Mudar a música.

A capacidade de resistência mede-se pela quantidade de sofrimento que consegues aguentar, sem ceder um unico milimetros da tua vontade de te manteres em jogo, até abandonares o objectivo, fartares a personagem e entrares num outro jogo, numa outra realidade, com outra música. E mudas. E não voltas atrás. e não repentes os erros. E garantes que se não for este, um outro jogo qualquer te manterá em movimento. E assim carregas o teu mundo, às costas, até onde conseguires ir.