Fragilidades

Lembro-me de ti, de cada vez que o meu mundo pára para respirar. Os dias correm, com a agitação da minha vida, que continua com as suas subtilezas , tristezas e alegrias. A vida continua , mas eu lembro-me ti.
Lembro-me num sorriso que passa noutro rosto, nuns óculos, que passam embelezando uns outros olhos, mas onde eu vejo e quero ver os teus. Lembro-me de ti num gesto perdido no meio da multidão, mas que podia ser teu.
São os teus gestos que melhor me restam na memória. Sinto-te ainda dentro das minhas memórias, tal como éramos antes. Antes da distância. Antes das palavras que não dissemos se transformarem em granadas que impediram no meu coração uma acelerada corrida contra o tempo.
Lembro-me de tudo, das tuas tentativas para voltar, dos meus erros. Errar e saber, agora, que se errou, dói mais que a distância que me ensinei a suportar vendo-te, por todo o lado: nas ruas, nas avenidas, nos espaços meus,

que só quero preencher contigo. E do fogo com que apaguei a solidão, resta um rastilho, um pequeno rastilho  porque sei, agora, que me queres e virás ensinar, de novo, o que será um amor…