Mimos e vivências

Quando em 2010 decidi escrever um livro, não imaginava até onde tudo aquilo me iria levar… Impulsionada pela blogosfera e pela filosofia do” faça você mesmo” que sempre me viu como grande adepta, lá me decidi a por cá para fora aquilo que durante grande parte da minha vida esteve escondido dentro de cadernos e livros em branco e que para plagiar uma antiga publicidade era ” tão natural como a minha sede” … É por isso que ainda hoje me sinto lisonjeada e até um pouco envergonhada quando me chamam poetisa. Parece-me que não é essa a minha pele e talvez por isso o uso de um outro nome para definir a poetisa, essa outra que também sou eu. Foi com grande espanto que assisti à aceitação e até aos muitos elogios que me foram tecendo, incredibilidade, creio eu, que esta veia de transformar em palavras os sentimentos e os pensamentos, pudesse realmente agradar a alguém.
Confesso, foi em sofrimento que me publicitei, mas fi-lo, apesar de todos os temores, e confesso não gostei. A publicidade não é o meu jogo e muito menos a auto-publicidade, embora continue a ser adepta do “faça você mesmo”. Quando ainda hoje me fazem estes mimos  fico deveras espantada e agradecida! Ás vezes nem eu própria consigo perceber como me saem de dentro palavras com tanto significado comum. Talvez a minha escolha de ter suspendido a Lou não tenha sido a mais acertada. Mas a vida faz-se de idas e vindas e voltas e reviravoltas. Apesar do intervalo na existência da Lou, pelos vistos o Versejando ainda continua vivo… talvez a Lou se anime também a versejar mais qualquer coisa… Obrigada Viver Alvalade!