Alusões a nada ( com título)

Eu podia escrever uma carta, mas hoje, nem me apetece. Já é tarde e os olhos cansados ( enganei-me nos comprimidos, nada de grave, mas estou cheia de um sono que não devia estar por aqui a esta hora) não deixam ver muito para além daquilo que está em frente aos olhos. Não é que eu não goste assim, até gosto bastante, gosto de distinguir distintamente o que se me apresenta, sem protecções ou capas ou caminhos esguios como as enguias a escapar por entre as algas ( esta não foi uma boa alusão, já sei…) ou então uma serpente no deserto ( sabes que vão deixando S`s à medida que vão fazendo o seu caminho?) . Sou perita nisso e reconheço um encapado a longas distancias…e para isso, nem dos olhos necessito. Então, prevejo que, pelo estilo, cada um dê pouco ou nada de cada vez, até ser impossível continuar sem dizer nada. Ou então, até me podes surpreender, é só tentares…mas com vagar, que o vagão da mercadoria já me passou por cima uma vez…

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