Deserta

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http://gunnmgally.deviantart.com/art/desert-35742883

No meu deserto ainda se andava de camelo. Ainda o som do vento nada dizia a não ser das tempestades que estariam por vir se não mudasse direcções. No meu deserto, a vida não corria, passava, para que as noites frias mas estreladas dessem lugar a dias quentes e sem sombras.

No meu deserto eras a miragem do oásis que não iria atingir. Para se andar, no deserto, há que saber distinguir.

Depois vieram os carros, corridas, navegação por satélite e o meu deserto deixou de ser meu. Nada resta do meu deserto a não ser eu.
Deixaste de ser miragem, deixaste de ser oásis.
Diz-me o Mestre que se não me faz feliz, então não é amor. Então não é amor…

No livro que não vou escrever vai sempre haver um deserto. A imagem do caminho sem fim, por entre o pó, onde nada se vê, nada se avista, e se espera, desesperando pela miragem de um oásis.

2 comentários em “Deserta

    1. Mas espereamos sempre que esses oásis não sejam miragens… Na verdade o único deserto que visitei, foi dentro de mim, mas nem aí gosto muito de miragens, prefiro sem dúvida os oásis, como este! Se tu soubesses como me faz bem escrever estas pequenas coisas… acho que podes imaginar =D !

      beijo, espero que seja uma semana boa 😉

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