Diário de uma Jane

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Há uma distância muito ténue entre o amor e o ódio. Tão ténue que no espaço que fica entre um e outro existe um limbo. É nesse limbo que convivem os não mortos com os não vivos.

Uns amam quem nunca os amou, outros já nem sabem o que é o

amor, outros ainda amam apenas a sua imagem num espelho qualquer que lhes devolva poder.

“Quando penso no futuro, lembro sempre o meu passado”…

O diário mantém-me alerta. Lembra-me os pormenores, as voltas e as revitavoltas. Os espaços onde te escondeste para me fugir, as lianas a que me agarrei para percorrer quilómetros sem ninguém ver. Um espaço. Acima do espaço.

Gostaste? Foi divertido não foi? Agora este espaço também é um pouco meu.

Agarro-me ao limbo, aqui, dentro, onde não há ódio. Habituei-me a não ser nada, a não ver nada, sentir apenas o que me toca.

Há sempre espaço para ti no meu diário. Gostas?

Assim não me esqueço jamais o que fazer para não voltar atrás nem cometer os mesmos erros. Entre vivos e mortos, eu tentarei encontrar o meu lugar, sem pisar nem esmagar ninguém…

Sou um anjo a quem cortaram as asas, um corvo sem ter o que vingar a não ser a espera.

À espera que cresçam e depois poderei descansar em paz

Há uma linha ténue entre o amor e o ódio.
Eu não me importo, eu já não me importo. Entregue-se aos santos o que receberam em meu nome e eu não procurarei jamais. Num outro lugar…numa outra dimensão… lembra-te que os diários devem sempre entregar-se nas mãos certas.

Aprendeste alguma coisa? Espero que sim . É essa a minha luta diária. Para que aprendam a viver sem mim…

Breaking Benjamin – The Diary of Jane: ouve…

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