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Ainda me perco a olhar o futuro. Mesmo depois da vista se ter tornado quase tão irreal como a história que a vida me vai contando e, ao espelho, vejo que só pode ser minha.

Quando foi que me afundaste?

Tento trazer-te à vida, insistentemente, mas não saem palavras que me sirvam ou que te sirvam de penso.
Resgato-te do fundo do mar, mas agarrado a ti vem todo o lixo com que gostas de te esconder, bem lá no fundo…sapatos velhos, roupas desfeitas, coisas que já ninguém utilizava nem que lhes fossem oferecidas.
Mas tu, agarras-te ao lixo com a força com que um naufrago procura a sua alma perdida.

Não me serve, o teu lixo, não há lugar para ele na minha morada. Assim como as minhas mãos se cansam de dar a quem não quer receber, a cura só chega por via do que se quer curar, por muito penso que se lhe dê.
Livra-te do lixo, da ânsia de naufragar, livra-te do fundo. A minha janela terá sempre uma paisagem para um outro mundo, onde a beleza nada lado a lado com a mais ínfima criatura que se mostrar, simples, para mim.
O meu mundo não se afunda. Percorre mil e uma léguas, na imaginação que dá o rumo ao meu amar.

E é vivendo, neste meu mundo, que

posso ensinar como estar

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