Planear as férias

Comecei a receber, a conselho da Ritinha, à alguns meses a newsletter da Mum`s the boss ( achou que era a minha cara e acertou, gosto muito dos conselhos que leio ali) .
Este post fez -me lembrar os tempos em que eles eram mais pequenos e que cada vez que saía de casa levava atrás uma quantidade imensurável de coisas. 
Sempre detestei que me faltasse alguma coisa quando precisava dela e acho que é desses tempos que trago a mania de andar com a mala do sport billy às costas. Carrego sempre pesos excessivos, para garantir que, nas longas horas que estou fora de casa, nunca me falte nada.
Se é certo que naquela altura nunca havia grande ajuda a carregar o material necessário, também é certo que hoje já não necessito nem de metade das coisas e os miudos já vão ajudando e carregando aquilo de que acham que vão necessitar. 
É da brincadeira que sinto mais falta, que nunca me achei demasiado complicada nesta coisa de seguir o planeamento – dá para se fazer faz-se, não dá paciência, embora também saiba que isso transmite uma certa insegurança aos miúdos ( mas vamos mesmo fazer, mãe?) – não que já não goste de brincar com eles, mas a vontade de saltar e correr para a água e depois vir e encrocar-me de areia, já não é propriamente a mesma. E depois há o futebol: esta é uma brincadeira que eles adoram  (não fossem os genes também pesar alguma coisa) e da qual eles sabem que me recuso a participar. Andar aos pontapés com uma bola não está nas minhas definições de diversão, embora não me recuse a ver um bom jogo. 
Brincar com eles vai ser um aspecto a melhorar este Verão. Os jogos fazem parte da nossa rotina: o uno, jogos de tabuleiro; mas talvez ande a utilizar demasiado do meu tempo a alinhar os chackras em vez de o aproveitar na brincadeira, momentos para viver e recordar… e praia e piscina e muita água para ajudar, que dessa brincadeira só o frio me faz fartar. A ver vamos, como correm as férias.