natural como só eu

Como não ser bom exemplo

Passo a vida a passar-lhes creme, a dizer que têm que se proteger do sol, a mandá-los vestir as t-shirts, para no final das contas, ser eu a mais mal-comportada. A verdade é que não chego às minhas próprias costas e o resultado é que tenho uns dedos brancos marcados no limite onde consigo chegar. O resto é vermelho, doi e não consente que nada lhe toque (  costumava dizer alto e bom tom que apesar de “branca mais branca não há”, o sol não me chegava. Mas o sol mudou e com ele a minha tolerância) .
Nestes dias tenho aprendido/relembrado muita coisa. Relembrei de como gosto e me faz falta a vida simples de dona da minha casa ( e sim, cozinhar e brincar com os miúdos foram as minhas melhores férias da última década) e como sempre é muito verdadeira a estória do Frei Tomás – faz o que ele diz, não faças o que ele faz. ( Espero sinceramente que com o passar do Verão os dedos se misturem com o resto e fique tudo uniforme, e já agora que passe a dor)
Próximo passo: ensinar os miúdos a passar creme nas costas de uma mulher ( é capaz de lhes vir a ser útil, no futuro, este ensinamento…)

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