Da auto imagem e do auto controle

Dantes (penso eu) quando utilizávamos o prefixo auto, imediatamente seriamos remetidos para coisa com quatro pneus e que seria possível ser conduzida. Hoje auto significa qualquer coisa como eu. A auto imagem está no topo. Estamos focados para ela, ou para aquilo que os outros parecem ver dessa imagem ( coisas completamente diferentes) . Talvez seja a diferença entre aquilo que somos e aquilo que vemos ao espelho que nos faça ficar depressivos, desesperados. Ou talvez seja a diferença entre aquilo que somos e aquilo que pensamos que os outros querem ver de nós ( o que são coisas completamente diferentes).  
Nos últimos anos a imagem que os espelho me devolve anda a roçar a imagem de uma desconhecida… ou quase. E também fui agraciada com a doença da moda: a depressão. Entre tantas outras coisas que por aqui se passam, a gestão de tudo isto e de mais tantas outras coisas tem sido uma tarefa digna de qualquer Hércules ( digo eu! ) .
Voltando ao princípio, se a imagem que o espelho me devolve não é a imagem que quero para mim, então algo está mal e é prioritário mudar. Aqui entra em cena o auto controle.
Dizia-me um grande amigo (a quem eu agradeço milhões por me aturar o mau feitio quando entro em fase de birra) que se quero atingir um objectivo tenho que fazer sacrifícios. Sacrifícios, à primeira vista parecem mais privações… mas a maior parte das vezes são apenas um exercício de auto controle.
É necessário para tudo: se queremos fazer dieta, se queremos tornar-nos menos despesistas, se queremos atingir qualquer objectivo –  lá está o auto controle.
Chego à conclusão que, para melhorar a auto imagem, só é necessário escolher o caminho e depois executar auto controle…e deixa de ser a vida a conduzir-nos para passarmos a ser nós a conduzi-la. Sem medos, sem pressas, sem nada a não sermos nós e a imagem que queremos ver ao espelho ( sendo que imagem aqui pode ser tanto no sentido lato como no figurado) .