Para o sonho

Eu escrevo sempre
sozinha. Percorres-me o pensamento como um ser, alado, e fitas-me questionando se o que escrevo és tu ou eu.

Escrevo

para me lembrar de mim. Para me sentir completa. Para não me esquecer que fazes parte dos meus passos reais, que me preenches como se muito de mim fosses apenas tu

Fomento as tuas voltas, as tuas metamorfoses, a forma como vais evoluindo comigo e eu contigo, chegando de cada vez, um pouco mais longe, mais dentro daquilo que sou. Mas és tu que me guias. Porque sem sonho não se faz vida e sem vida não se pode sonhar. Morremos, paramos, no dia em que te deixarmos abandonar o local onde nos mantemos sãs.