Em tempo de festa

Parei nos 68 a um “cagagésimo” do IMC ideal. Não que tenha parado o caminho para atingir o objectivo a que me propus mas porque decidi soltar um pouco as “amarras”. Uma ida à capital que não me permitiu levar a marmita atrás ( e a oferta, nos comes e bebes, acaba por ser sempre a mesma, muito pouco compatível com a minha dieta) e a chegada da feira, ditam a pausa nos próximos dias.

A feira. O marco no calendário de quem nasceu em Grândola e que determina, sem sombra de dúvidas, o fim do tempo de Verão. Mesmo que existam ainda férias para se viver, é certo que os dias não saberão ao mesmo tempo de Verão que até aqui. Já iniciámos a época de diversões ( ninguém consegue aguentar os miúdos depois que o som se começa a propagar pela vila, e eu entendo isso) o que me leva de volta exactamente às mesmas emoções que encontro nos meus filhos, nas suas expressões, naquele nervoso miudinho de querer ver tudo e experimentar tudo, como se a feira se fosse esfumar, diante dos seus olhos a qualquer momento. Eles ainda não sabem, mas eu já sei, que há coisas que se vão repetir incessantemente no tempo até deixarem de ter as mesmas cores, as mesmas vibrações, até deixarem de produzir aquela sensação indiscritível que são os dias de feira enquanto somos miúdos. Os intervalos anuais, que agora lhes parecem um tempo infinito vão começar a encurtar e para além das mostras de artesanato, que vão mostrando o que se faz, e do turismo, que vão mostrando o que se fez, tudo o mais se resume a reencontros, de gente que aproveita estes dias para se reencontrar com a criança que foram outrora ou com os amigos, que para além das distâncias estão sempre perto porque ficam dentro, bem dentro, do coração. Talvez seja por isso que nos dias de feira me lembro quase sempre de quem me faz falta mais perto, e nesses dias faço das tripas coração para os encontrar. Nem que para isso os objectivos mais imediatos fiquem um pouco esquecidos. Afinal, as festas devem fazer parte da vida, sempre, e quando são poucas devem ser aproveitadas no ideal das capacidades.  Que venha, a maior feira festa do Litoral Alentejano, que eu estarei cá à sua espera.

Party time…

Cefaleia ligeira, boca a saber a papel de música…humm, suspeito que se confirma, ontem foi dia de festa!!

Ora aí está uma coisa que já não acontecia à algum tempo e deu para tudo ( às vezes os dias podem ser enormes, sem darmos por isso) . Família,  diversão,  dia da asneira ( não houve dieta para ninguém) encontrar amigos que parecia estarem perdidos nas distâncias do tempo mas que afinal estão mesmo ali à esquina da vontade de os encontrar e risos muitos sorrisos e gargalhadas ( tão bom para a alma) . Pelo meio ainda matei a saudade dos alvos e pontarias e confirmo que ainda era moça para atirar certeiro ( aguardo ansiosa a chegada do paintball !!!) .

Parabéns Francisco, a tia adorou o teu aniversário 🙂 .

Alecrim aos molhos

“Alecrim,  alecrim aos molhos por causa de ti choram os meus olhos…” .

Até ontem cantava esta letra como uma outra qualquer popular sem lhe conhecer o significado. Ontem fiquei a conhecê-lo no seu mais íntimo sabor. 

Sempre gostei de cozinhar desde que isso não se tornasse numa tarefa rígida ou uma obrigação.  Quando digo rígida refiro-me a cingir-me sempre às mesmas receitas ou ao que vem escrito nas ditas. Mas ontem, para não variar exagerei! Gosto de ervas de cheiro, de temperos e de “inventanços” que combino à maluca como se fossem poções mágicas que depois nem sempre me saem apuradas.
A Vera passou por cá,  no seu caminho de férias e decidi fazer uma receita nova, sem carne, mesmo ao gostinho dela. E o aspecto que tinha? Bom, muito bom!! tão bom que quando descobrimos que alecrim em excesso amarga, até nos deu vontade de chorar…é que os olhos também comem e só o aspecto quase chegou para ficarmos alimentadas. ( Nós tentamos, que nos pareceu um crime deitar fora uma coisa com um aspecto mesmo bom, mas na realidade, amargava até às lágrimas)

Como é lógico,  não me fico por aqui e já tenho tudo a postos para o 2 round, só que desta vez só com um “cheirinho” de alecrim, porque para amargar, já cá cantam muito mais coisas!!

Em zona de rochas!

Tinha prometido que lá voltariamos, e voltámos. Escolhemos aquela praia, o ano passado, para celebrar o meu aniversario. É engraçado como se pode fazer alguém feliz com tão pouco que se lhe dá e que sabe tão bem a todos. Desta vez fomos 5, a nossa família de Verão:  mãe, os filhos, o sobrinho e o sempre amigo António.
Tento sempre esquecer-me do horário, nestes dias, e fazer de conta que estou de férias.  Apenas a alguns km e mudamos de cenário: as praias têm rochas, há espaços diferentes onde se pode brincar e até a areia é diferente ( é um pó que se entranha em tudo e aposto que para o ano, quando formos repetir a visita ainda há vestígios desta areia em algum espaço do meu carro – sim! É verdade, não primo pela organização dentro do meu veículo) . Mas houve espaço para muitas fotos, banhos, brincadeiras e ainda fomos descobrir que as pedras vão ficar lindas na decoração do jardim que já andamos a magicar.
Estivemos na vieirinha em Sines, onde não encontramos vieiras, mas encontramos calhaus e demos uso à ( segundo me contam que eu já não vim a tempo de ouvir) velha máxima do meu avô: para casa, até pedras!
E foi vê-los, como se não carregassem já coisas suficientes, a trazer os calhaus, escolhidos com tanto gosto, para o nosso futuro jardim.  Belos dias, é destes que eu adoro!!!!