Um dia a seguir ao outro

Ontem fui vê-la. A minha nova casa. Nada é fácil nesta vida, mas às vezes parece que as complicações nos batem à porta como gotas de chuva em dias de tempestade.
Ainda faltam alguns pormenores, algumas chatices, mas no geral senti-me bem com o que vi. Há espaço para todos e ainda sobram alguns pormenores especiais, onde posso por a minha criatividade ao serviço da personalização do espaço. Estou feliz, genericamente feliz! Não fossem as dificuldades que sempre se agarram à sola dos sapatos como pastilha elástica sem utilidade, mudava-me já amanhã. Assim sendo, não vai dar, mas tenho ainda um mês inteiro para sonhar alternativas sendo que, neste momento me sinto com a cabeça à roda de tanta coisa para resolver e tantas prioridades que são necessárias projectar e definir. Um calendário cheiro e um bolso vazio e tanta , mas tanta coisa para decidir. Mas prefiro-me assim, em actividade mental e funcional do que parada a sonhar com o futuro. Sendo assim, é certo e sabido que as minhas escritas, sejam elas reais ou fantásticas, estarão sempre de qualquer forma ligadas com esta nova fase da vida.

Neste momento preocupam-me as cores, as mobílias “antigas” que vão ter que se fazer caber nos novos espaços e o inventário de tudo aquilo que está guardado há anos e que provavelmente já nem me lembro de me pertencer. Um dia de cada vez…