Vou pintar tudo da cor dos meus sonhos…

Os dias têm passado um a um e, suavemente, as soluções têm-me encontrado como se fossem as peças de um puzzle que depois de encontradas quase que nos questionam: mas tu nãos vês que eu estive sempre naquele lugar?
Já tenho o fogão e agora , entre corridas para os postos de trabalho que me seguram a vida em pontas, vou imaginando as cores para cada espaço. Sei exactamente o que quero, mas há sempre lugar em mim para os receios de não ter ponderado todas as melhores soluções. Talvez seja o que aprendi nos últimos anos que me leva a não correr logo atrás da primeira ideia fantástica que me vem ao pensamento. De qualquer das formas, estes são uns tempos maravilhosos; tempos em que me permito fazer planos, sonhar, imaginar espaços e decorações, imaginar vivências nos espaços e ir vivendo feliz com esta calma de poder escolher o que mais me agrada. Talvez antes, todo este compasso de espera me “desse no nervo” e me fizesse apitar como se fosse uma panela de pressão prontinha a largar tudo…mas agora aprendi que viver tudo calmamente, ponderar e tirar o gosto de cada pequena escolha que me parece positiva, me dão uma calma e uma paz que necessito ainda mais do que um novo telhado meu, que me cubra por fim a insegurança. Viver devagar, penso eu, é quase uma necessidade fisiológica a que me obrigo, depois da velocidade a que tenho vivido na última década…