Na mão certa

Podia dizer tanta coisa… A feira tem sempre muito que contar e muito que dizer mas as histórias mais vale vivê-las do que contá-las. Para além do sempre igual mas sempre diferente de luzes, feirantes, compras, regateios e bebidas, ficam os amigos que encontramos ou quisemos tentar encontrar, as exposições e os projectos do passado para o futuro e de futuro. Fica-me sobretudo a certeza que quero pagar para ver o Pedro a cantar, num palco onde a sua grandeza não seja abafada por outras distracções e onde cada letra e composição suas sejam aclamadas com o devido valor que tanto merecem. Ainda assim foi um concerto gigante, quer em tamanho quer em constantes improvisações. Da Ana não falo, nem posso, porque preferi uma mesa de amigos, mas conhecendo o recinto como o conheço e já tendo ouvido a alma dela a cantar não trocarei um recinto fechado por um aberto, onde o potencial de nos fazer vibrar é metade do que estariamos à espera. Quanto ao Pedro, não sei porque raio demorei tanto tempo a perceber a vontade de ouvi-lo cantar ao vivo… A feira, para além de outras coisas tem também disto, grandes artistas a custo zero, que aumentam em muito tudo de bom que já por cá existe.

Diz-se que depois da feira vem o natal, que não consegue haver, no entretanto, e para nós, outra festa tão grande como esta (há o aniversário do rodrigo, vá!) . Mas eu faço as minhas contas e parece-me que este ano vai haver, para nós, uma festa quase tão grande como esta…está tudo em preparação e a casa já tem quase, quase, a porta aberta, o jardim voa na minha imaginação e o natal está distante demais para poder marcar a próxima história a existir.