Gosto de escrever diários.  Não por saudosismo, mas porque me arranjo neles e é esse tambem o espaço que arranjo para ti, dentro de mim.  Se te dissesse as vezes que entras e sais de dentro do meu pensamento julgavas-te a ti próprio ladrão.  Ladrão de memória, que le levas a concentração e a integração pelo espaço fora, até me conseguir no abraço de que nunca quis sair.
Escrevo diários para me convencer a mim própria que há mais que tu na minha vida, mas não haveria vida ( esta vida) em mim, se não houvesse tu, assim, na minha vida .