Das estações da vida

Seriam talvez as ultimas folhas a cair. Depois disso ficaria nua, despida para aguentar as amarguras do Inverno.
Seriam talvez as últimas horas de sol. Depois disso apenas o candeeiro acenderia a vida que se prolonga pelas artérias pouco movimentadas do povoado.
Ela estaria, permaneceria ao movimento,  à luz que acende e aoaga sob o jugo do tempo. Haveria de revestir-se de novo com o vestido recortado, com as aplicações em locais diferentes, é certo, mas o vestido, esse vestido  seria para despir quando chegasse novamente a hora . Depois haveriam de vir outros, diferentes,aparentemente iguais.