palavras

O que é a vida. Amor?

Conversas de Bica

É noite e a luz da lua cobre com o seu nobre manto pálido, numa coloração semi-gelada o calor que a Terra ainda evapora.
– Sonhas…
-Como sempre…
– Com que sonhas?
– Com um país edílico onde a natureza terreste faz amor, permanentemente, com o cosmos que a envolve.
– Fascina-te a natureza…
-Sempre, toda ela. A perfeição dos corpos, animais e vegetais, assim como dos corpos celestes. A dança contínua entre a quimica e a física, que se atraem e repelem num movimento incessante que produz energia…a criação ( biologica, psicológica, até a menos lógica) a mística dos segredos da perfeição matemática, as propriedades curativas escondidas na natureza combinadas com as cabalas e as superstições. Tudo o que abarca a vida me fascina.
– E o que é a vida?
Olhei-te. A pergunta não se enquadrava no quadro de referências que tenho de ti. Não que seja de…

View original post mais 334 palavras

Anúncios
palavras

Dizer a saudade de ti

Conversas de Bica

…e agora?

Aprendi a desdizer o amor. Escondido por trás das pedras da calçada ficou seguro das passadas, dos apressados e das pisadelas de salto fino que se  fincam na carne.

De que falas tu?

Falo da facilidade em dizer o amor que já não me descorre.
Dizia-o com a facilidade de quem canta uma canção e sentia-o ainda mais forte, no peito que se enche de emoção de cada vez que se preocupa com quem o preenche.

Dizias. Já não dizes?

Já não me é fácil. Roubaram-me a linha condutora que liga a boca ao coração e desligaram a ficha da saudade quando julguei não poder voltar a, realmente saciá-la. Também se sacia a saudade sabes? Sacia-se a saudade quando os olhos nos dizem o que corpo sente e a boca confirma depois. Sacia-se a saudade na verdade dos factos, no

senti a tua falta

ou no

pensei em…

View original post mais 134 palavras

palavras

So(m)bras

Conversas de Bica

Sobra…
Sobra sempre alguma coisa.
Sobro eu…
Sobra o que resta do que não se consumiu.
Sobra o orvalho da manhã nos meus olhos, quando o frio da noite vai embora. Sobram os restos da noite quando o lençol em desalinho demonstra a ausência do sono.
Sobram as formas da escuridão quando em pleno dia se faz sombra.
Sobramos nós, sempre que mais nada há a dizer.
Sobra a vida…
Essa a que nada podemos impor a não ser vontade. Sobram as escalas que o homem inventou para te poder medir, nos poder medir. O tempo, a ampulheta que te oculta em contra-relógio o quanto sobra…
Sobram os medos de não chegar, de não fazer, de não ser capaz ( e o orvalho que não seca, o sol que não vem, as sombras que não chegam no pino do calor).
Sobra a compreensão que para tudo há o seu jeito…

View original post mais 169 palavras

palavras

Vida de feiticeira

Conversas de Bica

Voamos? Sim voamos.
Saimos de casa pela manhã, como pessoas normais. A nossa rotina, não se enquadra nas filas de trânsito, nem no calor demasiadamente apinhado de humanas (in)consciências.
Voamos.
Não passamos por marginais, nem autorotas de kilometros sempre iguais.
A nossa paisagem é construida por montanhas e vales, países desconhecidos, criamos caminhos por onde a nossa imaginação espreitar.
Não trabalhamos. Empregamos a nossa imaginação em prol do que é necessário ser feito. Um sorriso, um papel, um feitiço, um ensinar a amar e a trabalhar, sem o esforço de um não gostar.
Voamos.
Cruzam-se vidas, choros, mágoas, sorrisos, por entre os sonhos que sonhamos viver e as vidas que vivemos sonhando.
A mulher que fala demais, mesmo ao teu lado ( peru, engalanado em vesperas de dia de Páscoa ) e ris, fingindo atenção e coração às palavras que se sobrepõem sem nada dizer. O homem de olhar apagado…

View original post mais 105 palavras

palavras, Poesia

Levito

    Levito Sempre que as ideias se encadeiam como fios de cabelo, que, sem direcção precisa, se enleiam em complicados nós de instinto, Sentimentos e razão: Levito! Perco o meu peso no ar, nesse ar que nos sustenta a vida. O ar. O ar de quem não sabe definir a direcção dos pensamentos. Penso… Continue reading Levito