os dias tristes do fim

espigas

 

 

Soalheiros,

os dias de inicio,

onde a vida não se punha jamais,

em tempo nenhum, haveriam dias para a frente e dias para trás

Soalheiro seria o tempo a seguir,

em frente, para o que viesse

 

tristes os dias do fim, quando o pó se acumula

nas juntas e nas dobradiças. coração

bate em pequeno espaço,

que não chega para o haver

 

depois os outros,

o tempo de espaço nenhum

em espigas de erva daninha

das feridas que já ninguém limpa

A dor do fundo não chega à superfície

a tona das tinas vazias já não existe

persiste

persiste

desiste