Conversas de Bica

Saudade…
Saudade do toque, do cheiro, da pele, do riso… o amor vive envolto num pano de saudades, que ajudam a colorir a vestimenta que é a nossa. Não vivemos sem roupa; o frio: terrível, invisível inimigo, acaba por nos tolher os movimentos, renegando-nos a uma quietude mortal, mortífera. Não vivemos sem amor: a vida perde a cor, a água nasce dos olhos retirando-lhes o brilho e a esperança fica encerrada, fechada num qualquer lugar escondido.
Sair, abrir os braços, acolher o amor que esteve, está sempre ali para nos acolher, mesmo quando insistimos em não aceitar a diferenças, as nossas, as alheias.
Não chores mais; a saudade aumenta, potencia todas as capacidades. Nascem-me a música e as palavras como magia em frente aos olhos e a magia vem de ti e do tempo que nos falta ainda para chegarmos a um destino – ar…jeitinho…ar…

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