Diário da Luta I

É incrível como se consegue passar da dor óssea à dor muscular e desta para a sensação de cansaço. Embora o Atlas pareça já se ter “desencavalitado das minhas costas” ainda assim em dias alternados ainda consigo carregar uma saca de batatas de uns 50 Kg um dia inteiro. Agora são as pernas. Uma dor profunda, talvez o que sente a “malta das varizes”, só que as minhas pernas aparentemente continuam imaculadas. Isso e as análises. Vendo saúde senhores! ( e assim se prova que os resultados analíticos nada provam se não se conseguir ver para além do visível e pensar para além do factualmente comprovável nunca se chega a lado nenhum). Enfim, se não me jogasse ao chão ia acabar por cair e provavelmente num estado muito mais lastimável. Assim por cá continuo, a recuperar neurónios, e tentando sacudir os pesos para trás das costas. Pensemos nisto como um reset. Estou a fazer um upgrade ao sistema operativo para tentar aumentar a vida útil desta minha alma humana!

Apesar das Ruínas

Apesar das ruínas e da morte, 
Onde sempre acabou cada ilusão, 
A força dos meus sonhos é tão forte, 
Que de tudo renasce a exaltação 
E nunca as minhas mãos ficam vazias.