O sabor do que é nosso

Estou a preparar-me para recomeçar. Depois de um fim de semana estupendo, o receio de não aguentar ainda é real. Mas correu bem, apesar de maravilhoso, o fim-de-semana foi cansativo e aguentei-me. Voltar a lugares que conheço e que adoro fez-me bem. Quero muito acreditar que consigo. Hoje, fiquei-me pelas leituras, pela calma de uma cama brasileira, uma água parada mas refrescante e muito azul. Engraçado que a Teste Saúde traz este mês um artigo muito interessante sobre stress na vida profissional, que diz tudo sobre o que passei, o que se passou. O esgotamento físico e emocional levou- me a muitos becos sem saída, mas estou de volta ao caminho.

Há muitos anos que não ia à praia “dos fuzileiros” . O cheiro a pinhal, o sabor a campismo, a união do rio e do mar faz da península de Tróia um lugar especial, inesquecível. De manhã em busca dos canivetes, à tarde o petisco, o sol e o rio e pelo meio as conversas, as partilhas, os miúdos e a festa  fluvial, que sem queremos também foi nossa:

Festa de Nossa Senhora do Rosário de Troia

Foi assim que depois de tudo cheguei a casa feliz mas exausta e foi por isso que decidi que o último dia de ferias teria que ser calmo e simples, tal como este texto. Mas não quero faltar com o prometido. Por isso cá está ele. Porque o que é nosso tem sempre um sabor melhor!