Famílias como as nossas!

A 15 de Setembro falava dos refugiados longe de saber o que viria a acontecer ( é gira a noção de futuro não é? ) Já naquela altura , tal como agora pensava neles tal como penso em nós. Talvez tenha sido a profissão, talvez nasça connosco esta mania ou tendência de nos colocarmos  no lugar do outro. São famílias como as nossas, que sofrem as desgraças e as injustiças de um mundo cada vez menos solidário. Foi por isso que não estranhei nada quando soube. As amizades de longa data dão estas certezas e estes entendimentos. Era o que faria também não tivesse eu a minha própria família a meu cargo que não permite férias, nem grandes ausências. Mas há quem precise muito de ajuda e há quem queira ajudar.
O movimento famílias como as nossas nasce provavelmente desta vontade comum de querer ajudar. Nem todos podem fisicamente mas todos devemos, moralmente . A motivação e a vontade fazem milagres e quem trabalha na saúde só não vê se não quiser. Por isso achei soberba esta ideia de ir buscar famílias lá, onde precisam mais que ajudem.

Uma boa parte de mim vai na caravana de Aveiro. Porque os amigos são também parte daquilo que somos e do que acreditamos. Eu acredito, ainda, nas pessoas. E sei, como ninguém, que não podiam ter encontrado melhor co-piloto. O nosso coração está convosco. Dêem noticias do quanto vale ser português e de que não importa a nação de origem, o que conta realmente são as famílias, que independentemente da situação politica ou geografica, são famílias como as nossas.

Boa viagem! Como sabes minha amiga, tenho muito orgulho em ti    🙂