natural como só eu, receitas para viver melhor

Eu tenho um sonho!

Ainda pensei em não vir para aqui falar de politica, mas isso nem ia parecer meu. Sempre me considerei democratica e durante muito tempo achei que isso era simplesmente natural. Depois percebi que, infelizmente, neste país, não é assim tanto. Somos todos muito democraticos, desde que todos os outros pensem exactamente como nós. Se assim não for, obrigatoriamente nós estaremos certos e os que pensam diferente, errados – ora isto será muita coisa, mas não democrático, certo? Basta pensar um pouco.
O país escolheu exactamente o hemiciclo como o pensei no tempo que me foi dado para reflectir. Infelizmente as primeiras horas pós eleitorais demonstraram que provavelmente iremos ter mais do mesmo e que como democracia somos ainda como as crianças: ou é como eu quero ou então não brinco contigo! Triste será que para conseguir governar os que ganharam em votos efectivos terem que fazer acordos que permitam à partida  condições para governar. Têm que as ter, caramba, foram eleitos! ( calma, eu explico melhor se conseguir) .
Não devem haver muitas dúvidas de que sou simpatizante da social democracia ( e se as há, podem desfazê-las a partir de agora) no entanto isso nunca me impediu de ver as coisas como penso que devem ser .  Fui durante muito tempo filiada a um sindicato de esquerda ( e não me arrependo) . Se é para defender trabalhadores não há melhor que um sindicato de esquerda, até certa medida, porque se há coisa de que gosto bastante é de pensar com a minha propria cabeça – sou por isso absolutamente contra a disciplina de voto, seja em que medida for.

A mensagem que os portugueses enviaram aos seus politicos foi para mim bastante clara, resta saber se os governantes e politicos, conseguem ser suficientemente capazes ( talvez seja ainda cedo demais e estejamos rodeados, por enquanto, de politicos demasiado imaturos). Meus caros, a mensagem é clara e passo a traduzir em português corrente: nós não queremos voltar a um cenário de iminente bancarrota, nem tão pouco a viver  acima daquilo que nos é possível. Queremos o essencial e não o superfulo, a necessidade em detrimento da vaidade. Façamos então sacrificios para pagar o que devemos, e acertar as nossas contas, mas por favor, ao fazê-lo, não se esqueçam das pessoas, principalmente das mais vulneraveis e das que não conseguem sobreviver sem a ajuda de outros. Pensem em todos e não só nos que “gostam” mais, respeitem as diferenças e as minorias e tornem este local num melhor sitio para viver e sobretudo dêm vocês o exemplo, entendam-se e façam- se entender. No fundo, no fundo, acho que deve ser qualquer coisa como isto. Pelo menos foi assim que o sonhei. A ver vamos, como dizia o cego! 
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