Os sons da minha vida

Um dia de folga, um novo look, memórias de um tempo que foi tão bom e que me fez ser o que sou, uma tarde de esplanada, a conversa em dia e um jantar de amigos. Ás vezes repetir muitas vezes o que se gosta é sempre a melhor opção ( embora de fundo obcessivo). Tal como na música, quem gosta repete muitas vezes só para ouvir mais uma vez

Porque não são só coisas más

Das coisas que mais me aborrecem nesta coisa de ser enfermeira são os horários ( mas só às vezes, para outras coisas estes horários até dão jeito) e o facto de naquelas épocas especiais ou em dias em que a maioria está de descanso e folga  ( vulgo fins-de- semana) nós estamos a trabalhar. Supostamente teríamos direito a 1 fim-de-semana por mês, mas devido à falta de pessoal crónica que ninguém quer assumir ser verdadeira, ficamos com alguns direitos consagrados guardados nas prateleiras à espera que “ninguém desconfie”. Assim, geralmente, o meu fim de semana é recortado entre turnos onde vou ajeitando a minha vida pessoal – já estive muito pior, queixo-me agora de barriga mais cheia, que em questão de horários isto já foi um descalabro total. Tanta conversa só para dizer que vão acontecer muitas coisas giras na minha vila, por estes dias, e eu, infelizmente, não vou poder assistir a muitas. Dia 5 vai haver uma aula solidária de Zumba e outra “daquelas modalidades de letras que eu nem desconfio o que será” ( mas deve ser bom e fazer-me pessimamente às costas e optimamente ao humor) eu não vou poder estar presente por que vou estar a trabalhar. Não sou adepta de Zumba ( só porque tenho a mania que gosto de coisas diferentes da  maioria ) mas tendo em conta que os donativos irão reverter em prol da Missão Coragem Associação, que tem como objectivo ajudar todas as mulheres com cancro de Mama, até ia. Sei que vai ser divertido porque é a minha professora de Kombat que dará o Zumba (  e que já não vejo à umas boas semanas porque os horários não estão a ajudar) . Porque a causa é nobre e porque gosto bastante da equipe de monitores ( são monitores ou professores? ) de ambas as modalidades tenho muita pena de não poder ir. Malditos horários!

Um post sobre tudo e sobre nada

A culpa é sempre dos outros. A vida não nos dá, nem de perto nem de longe, tudo aquilo que sonhamos ou esperamos dela. O sentimento recorrente e mais comum é apontar aos outros a culpa pelas falhas que muitas vezes são nossas. O esforço, o trabalho, a disciplina são ferramentas que nos ajudam mas nem sempre chegam. Assumir limitações e deixar para quem sabe melhor é um exercício de reflexão mas sobretudo um sinal de maturidade, a meu ver. O juízo só pode ser feito depois da demonstração da(s) capacidade(s). Primo este pensamento e cultivo-o (ou tento) desde sempre. Já engoli muitos sapos à conta dele. Hei-de continuar a fazê-lo até a vida me demonstrar que não tenho razão para pensar desta forma. Até lá cedo, desculpo-me e tento assumir as responsabilidades que são minhas, mesmo que isso não tenha nada a ver com felicidade ou realização pessoal. ” Albarde-se o burro à vontade do dono” e espere-se que no caminho ele não dê muitos coices. Um desabafo de quem se sente à demasiado tempo atada de pés e mãos…

…e chegámos ao natal, outra vez!

Hoje foi um dia mau, tenho muitos assim. Não sei se é característica das mães solteiras, as dúvidas, as incertezas , o constante questionar dos caminhos escolhidos. Hoje não me apetece fazer nada. É nestes dias que a sopa é a minha melhor amiga. Uma sopa poderosa é um bom alimento e já está feita, porque a faço para a semana. Entre conversas sempre me vão distraindo, a playstation dá a banda sonora e o Fifa 15 a diversão que me permite o sossego possível. Não sei se vos acontece mas o Natal é altura de angústia ( podia fazer uma piada e dizer que para o ano já não vai ser assim, vamos ter de volta as 35h e todos os cortes sobretudo nas horas de qualidade que nos tiraram – não me apetece brincar com coisas sérias). Ainda assim os rituais fizeram-se para ser cumpridos e é obrigatória a decoração – sempre gostei de decorações de natal, as luzes e as cores são talvez o que mais me enche o coração, sem falar no aconchego das pessoas que nos são próximas. Não sou dotada de mãos de fada mas esforço-me e como tenho  uma ironia refinada acabo muitas vezes a rir das minhas próprias obras. Pelo menos tento, que me podem acusar de muitas coisas na vida mas nunca de não tentar

Achei esta ideia gira e tirei daqui