Dos demónios em vida

Parece que foi há uma eternidade que me sentei para escrever qualquer coisita neste meu modo peculiar de organizar as ideias  no entanto só passou uma semana. No último dia esperava poder sentar-me em frente à TV e “desmaiar/ sonhar”  um pouco mas não consegui. Ainda assim, não tendo sido naquele dia, consegui-o por 1 vez nos dias a seguir e aos poucos vou-me reconciliando com os meus hábitos mais antigos dos quais, confesso, tinha muitas saudades. Assim, descobri por estes dias uma série que vou tentar seguir . Tem tudo para fazer as minhas delicias e completar a sua função na perfeição : fazer-me parar da correria que caracterizam os meus dias para que possa sonhar e nesse intervalo ir-me maravilhando com o que a capacidade imaginativa do Homem pode fazer com o nosso mundo.
São importantes para mim os espaços de reflexão, mesmo aqueles que se escondem por trás dos denominados sensos comuns até porque, como se sabe, muitas das vezes a forma como olhamos para uma mesma coisa pode ir evoluindo com as tendências que nos vão mostrando percursos. No fundo a moda é um pouco isso. Por agora preocupamo-nos com um alerta supostamente novo da OMS que nos diz que ingerimos demasiada carne e ainda assim isso não é nada de novo. Somos a geração de portugueses que mais comeu e isso não implica que sejamos a geração que melhor comeu. O senso comum a jogar a nosso favor: Quantidade não significa qualidade! Basta racionalizarmos um pouco as nossas escolhas e o alerta passa de uma provável causa de histeria para uma simples recomendação. Cabe-nos a nós pensar o que queremos oferecer aos nosso filhos, sim! porque a qualidade que escolhemos como “combustível” mesmo que implique algumas “birras” por parte deles, é formativa. Depois vão querer replicar os bons exemplos e só assim, a meu ver, se conseguem alterar comportamentos. O tempo voa, a tecnologia e as inovações avançam a um ritmo alucinante, mas as mentalidades, essas, evoluem quase com a mesma velocidade que a biologia, que leva milhões de anos a aperfeiçoar-se e a realizar a sua selecção natural. No fundo, no fundo são as noções básicas que queremos preservar e comprovar e que se multiplicam por gerações e gerações se nos obrigarmos a reflectir sobre elas.