Um post sobre tudo e sobre nada

A culpa é sempre dos outros. A vida não nos dá, nem de perto nem de longe, tudo aquilo que sonhamos ou esperamos dela. O sentimento recorrente e mais comum é apontar aos outros a culpa pelas falhas que muitas vezes são nossas. O esforço, o trabalho, a disciplina são ferramentas que nos ajudam mas nem sempre chegam. Assumir limitações e deixar para quem sabe melhor é um exercício de reflexão mas sobretudo um sinal de maturidade, a meu ver. O juízo só pode ser feito depois da demonstração da(s) capacidade(s). Primo este pensamento e cultivo-o (ou tento) desde sempre. Já engoli muitos sapos à conta dele. Hei-de continuar a fazê-lo até a vida me demonstrar que não tenho razão para pensar desta forma. Até lá cedo, desculpo-me e tento assumir as responsabilidades que são minhas, mesmo que isso não tenha nada a ver com felicidade ou realização pessoal. ” Albarde-se o burro à vontade do dono” e espere-se que no caminho ele não dê muitos coices. Um desabafo de quem se sente à demasiado tempo atada de pés e mãos…