Livros, há muitos!

Por estes dias, de cada vez que passo pela praça da República ( a nossa praça das palmeiras) e vejo o pobre Jacinto Nunes apontando friamente a sua obra ( lá para os lados do fim do mundo) sinto um certo desconsolo. Ele, engalanado desde há tanto na praça, com as suas palmeiras, parece-me agora demasiado a descoberto. Se é certo que as palmeiras criaram bicho e era melhor cortá-las antes que a doença alastrasse ( dúvida existencial – há alguma palmeira sem doença nesta terra? ) fica-me agora a questão: o que chamaremos agora à praça se já não tem as palmeiras? A árvore, plantada para o Natal, por agora, reconforta-me os ânimos e lembra-me que também eu tenho que montar a minha. Mais uma entre as tantas tarefas. Entretanto limito-me a tentar cumprir todas as minhas obrigações ( que são algumas e estão naquela fase de perda de prazo de validade e isso não pode ser!) e a tentar lutar contra a inaninação por perda de massa encefálica reutilizável. Preciso de ler, ler muito. Aguarda-me a feira do livro, na nossa biblioteca municipal. Tenho que lá ir, mas com a cabeça bem implantada acima do pescoço porque senão lá se vai o orçamento. É que por mim, como sempre, trazia os livros quase todos!