Viciada em coisas doces

Por agora, preocupada em desfazer os excessos do Natal. Como muitos sou viciada em açúcar e vê-lo transformado em tantas formas diferentes, agradáveis à vista não me permite resistir. Até porque, resistir sempre, a tudo, não me parece mentalmente saudável. Abusa-se, sabendo que depois é necessário voltar ao lugar. Até porque demasiados excessos também me deixam em sofrimento. Sou adepta ferrenha da moderação e quando me excedo desencadeio processos de auto-controlo que roçam o patológico. A minha vida resume-se a uma linha curva que ora supera, ora se inferioriza em relação ao rígido equilíbrio que , confesso, acho muito difícil de manter.  Pergunto-me se existirá alguém perfeitamente equilibrado em todas as ocasiões e respondo a mim própria que isso deve ser muito enfadonho.

O meu melhor substituto do açúcar é a fruta ( frutose). Está na altura de usar e abusar para não sentir a irresistível vontade de comer um bolinho. Depois passo às sopas em forma de sumo ( vulgares detox) e finalmente , quando olho ao espelho e percebo que o corpo não está a ir ao lugar como eu queria, lá me mentalizo que tenho que aumentar o esforço físico. É sempre igual. É sempre a mesma fórmula. Tem dado resultados, não me posso queixar. Talvez tenha a sorte de ter um metabolismo razoavelmente favorável. Talvez seja a mentalização, que em mim funciona bem.

Depois dos últimos anos, dou graças por ter a cabeça que tenho, a força mental que me permite resistir. Acabei por comprovar na 1a pessoa aquilo que passo o tempo a dizer aos “meus doentes” : É a cabeça que vence as maiores batalhas. A força de vontade é a nossa maior aliada. O resto são só obstáculos para comprovarem essa mesma força. 

( e devo ser a única alentejana à face da terra que não gosta de pêra manca)