(In)felicidade

Li por aí que hoje é o dia mais triste do ano. A terceira segunda-feira de Janeiro, a blue monday, o dia em que voltamos à realidade depois da euforia e do despesismo das festas. E eu estou feliz, porque Janeiro, apesar de o ser e trazer ainda a ressaca de um estado depressivo e de esgotamento que se arrastou por vários anos, me está a correr muito bem; porque voltei ao meu “velho” horário com vontade de continuar, com vontade de trabalhar; porque me sinto novamente saudável, apesar da medicação e dos exames que me lembram que ficam sempre mazelas depois dos abusos; apesar de todos os pesares e de estar frio, sinto-me quente cá dentro e isso faz deste o melhor Janeiro dos últimos anos.

Foi um caminho tão longo, tão transpirado, que me sabe a felicidade pura sentir que posso pensar novamente em fazer aquilo que realmente gosto. E tenho planos, o que é de tudo o melhor.

O mundo nunca acaba quando pensamos que perdemos tudo. Ainda bem que este é o dia mais triste do ano.

Let it all go