Como num filme Disney

Deixar ir. Sempre me disseram que deixar ir era mau costume e à força de tanta asneira finalmente aprendi. À falta de melhor recordação lembro-me sempre que prometi que acontecesse o que acontecesse iria sempre sorrir. Só Deus sabe o que me tem custado cumprir essa promessa.

Às vezes há mensagens erradas, em horas erradas. Acredito que a fortuna nos dá sinais ( entenda-se fortuna no sentido de destino, como se me lessem as palmas das mãos, as circunstâncias) . Vai valer a pena foi uma delas. Gelo outra vez. Os olhos baços de querer sorrir. A promessa por cumprir, o rio imenso da vida para atravessar e a frase que me preenche o vazio que se apodera do espaço que tantas vezes apenas ocupo: ” Se estás a atravessar um deserto, por favor continua” . É a minha auto-motivação. Não conheço mais nada que funcione. Auto é a palavra que melhor me define e a única que aprendi que funciona. O resto é por vezes demasiado ruído. Talvez por isso seja tão apegada à harmonia, talvez por isso a música seja sempre a minha companhia. Deixar ir quem não quer ficar.  E a esperança do meu final feliz. Um dia…