Ainda a lutar contra a falta de energia

…depois há aqueles dias em que a maldita ataca e eu perco a vontade a força e a coragem. Só me apetece a minha casa e as minhas coisas. Para aqui andei, aos “trambolhões”, entre o sofá, o livro, a cama e a cozinha. 
Já há algum tempo que andava com vontade de ter uma máquina de pão. Fui descobrir uma, pouco utilizada, na casa da mãe, que reverteu em favor desta que por aqui “escrevinha” umas coisas. Como não podia deixar de ser, pus-me a inventar. A receita original seria esta , só que eu não tinha metade destes ingredientes, nem sabedoria e paciência para a fazer integralmente e por isso, inventei. Foi fácil: troquei a farinha espelta branca por farinha de trigo integral e a farinha de centeio por farinha de milho, as papas de aveia transformaram-se em 180g de flocos finos de aveia não coloquei o malte de cevada nem as passas que se transformaram em nozes ” a olho” . O fermento, embora não vá de encontro à filosofia inicial da autora, foi mesmo fermento quimico ( 25g) que era o que havia cá em casa. Tudo para a maquina do pão e em mais ou menos 4 h o resultado foi este : 

Para primeira vez nem ficou nada mal. O coitado ficou com aspecto de quem já tinha sido comido antes de sair do forno o que significa que para a próxima terei que aumentar as doses. Estava gostoso ( ou não o teria colocado aqui) e com mel ficou uma delícia. Agora, finalmente, posso alternar os meus pequenos almoços e lanches sem ficar com a consciência pesada de que estou a consumir hidratos de carbono a mais. Resta saber se os miúdos vão aprovar estas novas invenções da mãe. Para quem gosta e tem mãos e paciência para a cozinha, é de experimentar estes pães do artigo, que devem ser uma delicia.