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Memórias antigas em tempos modernos

Hoje consegui fazer uma das coisas que mais gosto. Abri o Spotify e enquanto cozinhava ouvia as novidades que a aplicação escolheu para mim, com base nos meus gostos. Apareceu esta música . Deliciosa. Toda ela eu. Enquanto isso ia remoendo uma notícia que li sobre um amigo dos tempos de Coimbra. É incrível como se conseguem tecer comentários sobre assuntos e pessoas que se desconhece. Doi-me saber que o que lhe está a acontecer podia acontecer -me a mim e que se não podemos confiar nos que trabalham ao nosso lado, a nossa missão, que é sobretudo defender a vida, pode ficar muito comprometida. Quem lida com vidas humanas tem que poder confiar ou tudo se transforma num inferno ainda maior. Neste momento peço, só, que consiga encontrar solução e que seja feita justiça – a da vida, não a dos homens. É isto, porque não quero nem posso alongar- me mais. Fica na memória do dia o momento de felicidade quando me apercebi que estava confortável a realizar as tarefas domésticas na companhia de uma boa música, apesar das notícias e de tudo o que sei sobre a vulnerabilidade humana, que tantas e tantas vezes é o suficiente para me retirar a vontade que é necessária para viver.

The power of youth is on my mind,
Sunsets, small town, I’m out of time.
Will you still love me when I shine,
From words but not from beauty?

My father’s love was always strong,
My mother’s glamour lives on and on,
Yet still inside I felt alone,
For reasons unknown to me.

But if you send for me you know I’ll come,
And if you call for me you know I’ll run.


                                 Old Money  – Lana del Rey

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