Nunca sei se lhe chamo fim ou princípio

Domingo. Regresso ao passado. Sábado começou mal, à joelhada e aquela sensação: vou desmaiar! Depois o cérebro de enfermeira sobrepõe-se ao cérebro da pessoa e uma consciência diz para outra: Não vais desmaiar por uma reacção vagal à dor pois não? Concentra-te. Nestas alturas vêm-me sempre à memória as aulas de preparação para o parto. ” Finge que estás a ter uma contracção. Isso já passa”. É preciso muita concentração. Passou, não sem antes ficar branca da cor da parede. Irra! Doeu. Mais tarde andei ao pontapé com um móvel que eu tinha posto no lugar onde estava. Não foi o pé que me doeu. Foi aquela sensação de travagem forçada e a quarta hérnia a reclamar ( sim são 4, mas felizmente ainda só são amostras de hérnias. Como sou democrática há hérnias para todas as partes da coluna: 1 cervical, 1 dorsal, 1 lombar e 1 a entrar na sagrada que é a quarta) o resultado é que desde o pontapé tenho uma dor lombar a fazer lembrar os piores tempos – que era só o que me faltava agora.  Ontem “morri”às 9.30 da noite e hoje só não “morri” ainda porque amanhã é dia de escola e há uma parafernália de tarefas para deixar prontas para a semana. As dores nas costas e eu com tanta coisa para fazer. É Domingo, felizmente a esplanada ficou finalmente pronta. Para o próximo Verão já não dá tanto trabalho…e o trabalho que perspectivei para a semana que ainda falta fazer. Mas vai ser giro, quer consiga ou não fazer o que imaginei.