Há locais e pessoas que não esquecemos, nunca!

Dizem que tem mais encanto na hora da despedida, mas não me consigo despedir dela 

Volto sempre lá quando é preciso pôr o contador a zeros e felizmente dão-me sempre a desculpa ideal para isso. 

Foi lá que me descobri é lá que me encontro quando a secura do caminho se torna demasiado árida e é necessário pensar, reflectir e ouvir quem me entende. Quem sabe que por mais que me perca hei-de encontrar sempre um caminho, o meu caminho. Isso, por mais estranho e difícil que seja hoje, viver no nosso mundo, não tem preço, não se compra nem se vende, apenas existe. 

Não há nada como termos um local que é o nosso santuário, onde vamos sempre que é necessário reflectir. 

Coimbra foi a minha Primavera e há-de ser o início do meu Outono. Recomecemos…
Oh Coimbra do Mondego 

e dos amores que eu lá tive

 Quem te não viu anda cego

 quem te não amao vive 

 Do Choupal até à Lapa 

foi Coimbra meus amores

 e sombra da minha capa 

deu no chão abriu em flores

 [ letra de António de Sousa música de António Faria da Fonseca interpretada por muitos mas principalmente por José Afonso]