Underground sound of Lisbon 

O insurgente escreve hoje um post sobre os assuntos lá deles e dou por mim a ler esta letra que ainda sei de cor e me transportou para aqui

Muito mais do que a música que, como toda a música House é para fechar os olhos, libertar os monstros que vivem dentro de nós e esquecer o mundo entrando naquela batida semi cardíaca que nos transporta de novo ao útero, foi a letra que sempre me cativou. Surpreendeu-me que ainda a soubesse de cor, mas sei. O sentido que me fazia naquele tempo, ampliou-se e de lato transformou-se em palpável real. 

Há coisas que nos acontecem uma vez na vida e não se repetem, outras que podemos ter a sorte de repetir, melhorar, aperfeiçoar, treinar, optimizar. Há coisas que não queremos repetir, portas abertas por onde não passaremos, portas fechadas que não queremos abrir, outras que nunca conseguiremos, por mais que se passe anos a tentar faze-lo. Há sonhos que sonham para nós de que na realidade não fizemos nem faremos parte,  pesadelos de onde conseguimos acordar a tempo de não nos voltarmos a deitar para aquele lado. Há lugares que são mais nossos do que o lugar a que chamamos casa, para onde voltaremos sempre, outros que se perdem para sempre e nem pensamos ou queremos lá voltar. De tudo isto a verdade é só uma e muito simples:

” So get up

Forget the past … Pretty soon it’ll all turn to dust ” 

I’ll see you in the Next life! 

E quando descobrimos que ficar foi a pior opção de todas, alcançamos finalmente a liberdade de mandar tudo para as urtigas, assumindo a pele que é nossa e aprendendo a viver bem com ela. Há verdades que nos custam, realidades que prefeririamos não nos aperceber.

Perdido por 100, perdido por 1000.

 Quem percorreu mais de meia vida assim, faz o resto do caminho como tiver de ser.