Paro para pensar…

 

cropped-4f65e-253d253futf-8253fb253fsu1brzaxmtvfzwrpddauanbn253f253d-753588.jpg

… e depois há aqueles dias em que, do nada, parece que voltamos atrás no tempo. Tudo mudou à nossa volta, como deve ser, sempre, com a marca indelével desse (pouco nosso) tempo que passa mas a fazer lembrar as lembranças. Tempo passado em afazeres de dia de folga, entre cortado com trovas de gente que passa e fica um pouco a trocar ideias. Dias bons, estes, em que o tempo parece dar para tudo e se espreguiça mais lentamente lembrando-me que não foi o tempo que, de repente, se lembrou de andar mais devagar mas que sou eu que já não quero tudo com tanta pressa.

 

Rótulos, rotinas e modos de estar 

A propósito deste texto num blog que gosto de ler ou a propósito da morte de Fidel Castro e pegando neste texto apetece-me dizer que morreu o último resquício de esperança de que o socialismo puro possa levar a algum lado que não seja a pobreza. Uma sociedade melhor não funciona com políticas económicas de esquerda, está provado pela história ( URSS, Cuba e agora a bem recente Venezuela) não há volta a dar. Assim como, os puritanos seja do que for, não vão conseguir safar-se na vida se não souberem viver numa sociedade que olhe pelo seu semelhante e o integre. O socialismo dá-nos a cultura, a abertura intelectual, a forma integrativa de olhar o próximo, a direita dá-nos a perspectiva da troca (tão historicamente importante para o Homem chegar onde chegou) e a noção de propriedade, essencial ao bem estar humano. 

Infelizmente, ao fim de 40 anos, ainda vivemos num país de rótulos onde o pensamento livre e por vezes desalinhado com a manada faz com que, quem assim pensa, seja visto com desconfiança e até algum receio daquilo que será capaz de dizer ou fazer. A nossa necessidade, ainda primária, de classificar e rotular, faz com que demasiadas vezes isso nos impeça de pensar, de verificar, de dar o benefício da dúvida, de testar hipóteses, enfim, de utilizar um similiar de método científico na nossa tomada de decisão. O que faz de nós alvos fáceis do populismo tão em voga nos nossos dias: “Acredita no que eu te digo, mesmo que aquilo que faça mostre consistemente o contrário” – é esta a base do populismo. 

Fidel Castro é o último dos grandes ícones da minha juventude ( embora nunca tenha sido adepta da cuba libre porque não gosto de rum) a figura icónica e os adeptos que tinha entre os meus amigos fez-me querer saber mais. Fiquei na parte obscura da história do Che e chegou. O resto foi a própria vida a acontecer que me foi ajudando a chegar às minhas conclusões. Prefiro a organização e a cultura dos países do norte, do que a miséria e a sujidade dos países do sul. O meu modelo está bem definido, mesmo que isso não encaixe com as definições de esquerda e direita que se usam neste país. Até nunca, espero eu, El Comandante. 

Tirando as palavras que me ficaram na boca lá atrás…

… por falar em ferramentas apetece-me agora fazer um pouco de publicidade e aviso já que não é grátis! De qualquer das formas não faria se não tivesse conhecimento da questão ou se não o tivesse já utilizado. No fundo é uma coisa diferente, não me pagam para fazer, sou eu que pretendo recomendar e aconselhar, ou seja, sou eu que lhes pergunto se posso recomendar e apenas recebo se algum de vocês se entusiasmar com o que lhes vou contar e decidir adquirir através do link . Não é bom nem mau, é só uma forma de não sentir que, de alguma forma, estou a tentar impingir qualquer coisa. Digamos que é uma forma de tentar rentabilizar esta minha paixão pelo mundo dos blogs e conseguir dormir com a cabeça tranquila na almofada.

Por esta altura já devem ter ouvido alguma má língua a dizer-vos : ” Olha para ela, não querem lá ver, sempre a queixar-se, a queixar-se que não tem dinheiro e agora compra-me um carro novo!”- Pois é! Eu também já ouvi muita coisa dessa, até outras piores ( mas isso agora também já não interessa nada). A maioria das instituições bancárias olha para o meu mapa de responsabilidades do banco de Portugal ( que por acaso até sei de cor) e franze o sobrolho. O que é facto é que nunca faltei com um pagamento institucional, e se o fiz é porque ficou perdido entre os milhões de responsabilidades que a certa altura me vi obrigada a assumir. Foi nessa altura que conheci o Boonzi, mas depois, uma falha técnica ( o PC foi à vida) e uma série de outras perturbações deixou-o de lado. Recuperei-o agora quando percebi que o meu vencimento estava de novo a esfumar-se sem conseguir poupar e até a ter que recorrer ao pouco que tenho de lado. Grande seca! Estava outra vez a deixar-me cair no buraco. Em fases críticas entro quase sempre naquilo a que eu chamo a minha fase maníaca. Tenho que resolver e tenho! Foi nessa altura que me lembrei do Boonzi . O Boonzi   é uma ferramenta simples de utilizar, para gestão de património, aquela gestão simples, de mês a mês, que nos permite perceber onde estamos a gastar o dinheiro e como vamos poder organizar-nos se queremos poupar alguma coisa.

Quem me conhece sabe que eu gosto de ferramentas como o Excel para perceber quanto vou ganhar no próximo mês (o que não é fácil para um enfermeiro que ganha de várias maneiras conforme as horas e a qualidade das horas que trabalha)  e durante algum tempo até utilizei uma tabela excel para perceber onde e como gastava o meu dinheiro para tentar melhorar o padrão dos meus gastos, só que,  como funcionária pública, o meu fim do mês é antes do fim do mês o que tornava os ciclos mensais difíceis de controlar em termos de gastos, ou seja, eu não conseguia prever o futuro porque não conseguia saber quanto iria ganhar. Agora faço ao contrário, faço os orçamentos e mediante estes, sei à partida que neste ou naquele mês terie que trabalhar mais que noutros. Simples assim …

 

Os e-bugs e as periquitas

Depois de um fim de semana de férias segue-se um fim de semana a trabalhar. 2 dias em Lisboa em trabalho e 2 dias no Alentejo. No entretanto ainda houve tempo para soltarmos uma periquita e algumas gargalhadas num jantar de mães e filhos em que os rapazes estavam em número substancialmente maior. Voltas e voltas na conversa e acabamos quase sempre na mesma preocupação: a educação que lhes damos e os seus possíveis resultados.

Sempre tenho defendido que a educação é o pilar básico da construção da nossa vida, mas por vezes não chega. É necessário dar o exemplo e para além disso arranjar estratégias e alterá-las quando percebemos que não estão a resultar. E deixar espaço para o erro, que existe, vai sempre existir e tem que ser enquadrado na nossa vida diária. No fundo é arranjarmos estratégias e alterá-las sempre que a situação assim o exija sempre que os resultados mão sejam os pretendidos.

Coincidência ou não dei com o projecto e-bug durante as jornadas do PPCIRA ( plano de prevenção e controlo de infecção e resistência aos antimicrobianos) e fiquei encantada com ele. Primeiro porque podemos nós próprios jogar com eles enquanto estão a aprender e depois porque pode ser uma ferramenta muito útil para os docentes do 2 e 3 ciclos em matérias como as ciências naturais ou na disciplina de cidadania, que é uma mais valia para a educação dos miúdos como melhores pessoas ( mais esclarecidas) e melhores cidadãos. As ferramentas existem, só precisamos de as conhecer e utilizar para podermos melhorar cada vez mais. Façam o favor de espreitar e utilizar, está ao vosso dispor.