Em contagem decrescente para mais um ano.

Tenho via verde desde que tenho carro,ou seja, desde 1997. Não é de agora a minha fácil aderência às novas tecnologias. Naquela altura a maior parte dos meus kilometros foram feitos em auto estrada porque pouco depois de o ter  comecei a levá-lo para Coimbra. Era um Ford fiesta azul, comercial, td, e foi, até hoje, o carro de que mais gostei. Infelizmente só sobreviveu às minhas mãos. Mandaram-mo para a sucata, depois de me baterem e de me terem feito andar às voltas dentro dele. Sei exactamente o significado da expressão ver a vida como um filme, nuns segundos ou minutos que me pareceram intermináveis e em que tive a nítida sensação de que ia morrer. Não morri, nem sequer sofri grande coisa, a não ser umas arranhadelas num punho e uma dor cervical  durante uns dias. Nem sequer tive direito a ” embombeiramento” que quando eles lá chegaram já eu tinha pedido, por favor, para me tirarem do carro, porque estava presa pelo cinto, suspensa no ar, já que o carro parou as cambalhotas de lado com o meu lado no ar. Só não me livrei da chapa ao esqueleto inteiro porque depois de descrever o acidente ninguém quis correr o risco de me tratar como se não tivesse sido nada. 

O Rodrigo ainda não tinha um ano e foi uma experiência que me aumentou bastante a consciência de vida. Do carro não sobrou nada a não ser a via verde que ainda hoje mantenho. É graças a essa via verde que, este ano, pelo aniversário do Rodrigo vamos poder fazer uma coisa que todos adoramos: fazer uma escapadinha e passar um fim de semana num hotel. A via verde através do programa de pontos ( que vamos acumulando) tem várias propostas de programas em Portugal por preços muito acessíveis. Os jogos no Algarve, as idas a Coimbra e até a Lisboa, acumularam muitos pontos que agora me vão permitir dar uma prenda diferente e que aposto vamos todos adorar. É que, tal como eu, os meus filhos também adoram a vida boa de hotel! 

Às vezes, por não explorarmos todas as oportunidades que nos dão, podemos ficar a perder coisas que gostamos de fazer e isso não é desleixo, é parvoíce!