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Verão dentro do Outono

Regressei 16 anos depois e em 16 anos tanta coisa muda. Há pouco tempo a Sol perguntou-me quando passaríamos outras férias como aquelas que tínhamos passado nos nossos 15/16 anos, quando nos conhecemos. Respondi-lhe que provavelmente nunca, talvez numa outra vida. Foi uma resposta automática mas ficou-me o gosto nostálgico das saudades daquele tempo, até mesmo antes, quando o colégio católico servia de palco aos nossos retiros espirituais, onde me habituei e aprendi a importância de saber estar a sós, só, comigo e com as minhas vozes internas. Teria nessa altura entre os 10-12 anos. Foi quando conheci a “princesa do Alentejo” – Vila Nova de Milfontes.

Sempre gostámos de festas diferentes e temos aproveitado os escassos recursos dos últimos anos para fazer programas diferentes pelas épocas de aniversários. Este anos fomos até Vila Nova. Um aparthotel simpático dos muitos que agora povoam as ruas que duplicaram ou triplicaram. Um dos vários do grupo Dunas, apropriado o nome para a região. Eu aproveitei para rever espaços e tempos, eles para aumentar espaços e experiências.

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Em 14 anos muita coisa muda. O suficiente para um bebé que precisava de mim para tudo, se tornar num ser, quase independente, pelo menos em ideias e pensamentos. E no entanto 14 anos são um grão de areia na praia da vida.

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Um fim de semana cheio, senão de experiências novas pelo menos de reflexões que sempre foi uma coisa que gostei de fazer em vila Nova. Talvez seja a foz do rio, a lembrar que estamos sempre perto do fim mas que esse pode ser apenas uma forma de transformação.

…e li um livro, só num fim de semana, como há muito não me acontecia…

#### a ouvir ####

 

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